Meus Sermões

O SACRIFÍCIO DA CRUZ
Diversos

 

Quero que você assista a um pequeno vídeo. O Clauber me passou essa semana e achei esse muito interessante. Veja!

 

Não foi um coelho que morreu para te salvar. Foi Jesus!

Existe um documento sobre o sofrimento de Jesus, que é muito divulgado hoje em dia... esse documento é o relato de um médico francês, que, a partir dos seus conhecimentos de medicina, analisou o sofrimento de Jesus – um sofrimento que foi por mim e por você. Foi por nós!

 

NO GETSÊMANI (Lucas 22.44)

Lemos em Lc 22.44 que: “Cheio de uma grande aflição, Jesus orava com mais força ainda. O seu suor era como gotas de sangue caindo no chão”.

Jesus entrou em agonia no Getsêmani e seu suor se tornou como gotas de sangue e essas gostas caiam na terra.

Lucas foi o único evangelista que registrou esse fato, afinal, ele era um médico, E por ser médico, Lucas viu o sofrimento de Cristo com olho clínico. Ele disse que “o suor era como gotas de sangue caindo no chão”.

O suar sangue é um fenômeno raríssimo. A isso se dá o nome de "hematidrose. Acontece quando a pessoa está colocada em condições excepcionais de uma fraqueza física tal, acompanhada de um abatimento moral violento, causado por uma profunda emoção e por um grande medo.

O terror, o susto, a angústia terrível de se sentir carregando todos os pecados dos homens, isso deve ter esmagado Jesus. Emocionalmente Ele estava tenso, e essa tensão extrema, produziu o rompimento das veias mais finas do rosto, fazendo o sangue se misturar ao suor, e essa mistura ficou concentrada sobre a pele e aí, começou a escorrer por todo o corpo, pingando no chão.

 

A FLAGELAÇÃO E A COROA DE ESPINHOS (Lucas 23.1-25, João 19.1-17)

No capítulo seguinte, Lucas 23.10-25, lemos: “Os chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei se apresentaram e fizeram acusações muito fortes contra Jesus. 11Herodes e os seus soldados zombaram de Jesus e o trataram com desprezo. Puseram nele uma capa luxuosa e o mandaram de volta para Pilatos. 12Naquele dia Herodes e Pilatos, que antes eram inimigos, se tornaram amigos.

13Pilatos reuniu os chefes dos sacerdotes, os líderes judeus e o povo 14e disse: – Vocês me trouxeram este homem e disseram que ele estava atiçando o povo para fazer uma revolta. Pois eu já lhe fiz várias perguntas diante de todos vocês, mas não encontrei nele nenhuma culpa dessas coisas de que vocês o acusam. 15Herodes também não encontrou nada contra ele e por isso o mandou de volta para nós. Assim, é claro que este homem não fez nada que mereça a pena de morte. 16Eu vou mandar que ele seja chicoteado e depois o soltarei.

17[Na Festa da Páscoa, Pilatos tinha o costume de soltar algum preso, a pedido do povo.] 18Aí toda a multidão começou a gritar: - Mate esse homem! Solte Barrabás para nós!

19Barrabás tinha sido preso por causa de uma revolta na cidade e por assassinato.

20Então Pilatos, querendo soltar Jesus, falou outra vez com a multidão. 21Mas eles gritavam mais ainda: - Crucifica! Crucifica!

22E Pilatos disse pela terceira vez: – Mas qual foi o crime dele? Não vejo neste homem nada que faça com que ele mereça a pena de morte. Vou mandar que ele seja chicoteado e depois o soltarei.

23Porém eles continuaram a gritar bem alto, pedindo que Jesus fosse crucificado; e a gritaria deles venceu. 24Pilatos condenou Jesus à morte, como pediam. 25E soltou o homem que eles queriam – aquele que havia sido preso por causa de revolta e de assassinato. E entregou Jesus para fazerem com ele o que quisessem”.

Vemos aqui o jogo de empurra das autoridades: Jesus foi levado diante de Herodes, que O mandou  de volta para Pilatos...

Pilatos, porém, cedeu e ordenou a flagelação de Jesus... ordenou que Jesus fosse chicoteado... os soldados então, retiraram aquela capa posta sobre Jesus e pelo pulso, prenderam Jesus a uma coluna de madeira que estava no pátio.

Aí, começou a flagelação... começou os açoites, as chicotadas ou melhor dizendo, as chibatadas.

Porque naquele tempo os soldados usavam a chibata – que é uma espécie de chicote, só que feito de tiras de couro e com bolinhas de chumbo e de pequenos ossos presos nas pontas.

Os carrascos devem ter sido dois, ficando um de cada lado! E cada chibatada que davam sobre a pele de Jesus, abria enormes feridas... a pele rompia e sangue espirrava. Para cada golpe daqueles, Jesus tinha um sobressalto de dor. Suas forças esvaiam... Ele suava frio, a cabeça parecia rodar em uma vertigem de náusea e calafrios correndo pelas costas. Sabe, se Jesus não tivesse sido amarrado, no alto daquele tronco, pelos pulsos, Ele teria caído numa poça de sangue – do seu próprio sangue.

E teve ainda o escárnio da coroação, porque, arrumaram uma coroa entrelaçada de espinhos, espinhos compridos e duros, e como se fosse uma espécie de capacete, colocaram sobre a cabeça de Jesus. E aqueles espinhos penetraram no couro cabeludo fazendo a cabeça sangrar (os médicos-cirurgiões sabem muito bem o quanto que sangra o couro cabeludo).

 

A CAMINHADA ATÉ O CALVÁRIO (Lucas 23.26-32)

Vamos, depois disto, olhar agora para o v.26 ao 32, de Lucas capítulo 23, onde está escrito: “Então os soldados levaram Jesus. No caminho, eles encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, que vinha do campo. Agarraram Simão e o obrigaram a carregar a cruz, seguindo atrás de Jesus.

27Uma grande multidão o seguia. Nela havia algumas mulheres que choravam e se lamentavam por causa dele. 28Jesus virou-se para elas e disse: – Mulheres de Jerusalém, não chorem por mim, mas por vocês e pelos seus filhos! 29Porque chegarão os dias em que todos vão dizer: “Felizes as mulheres que nunca tiveram filhos, que nunca deram à luz e que nunca amamentaram!” 30Chegará o tempo em que todos vão dizer às montanhas: “Caiam em cima de nós!” E dirão também aos montes: “Nos cubram!” 31Porque, se isso tudo é feito quando a lenha está verde, o que acontecerá, então, quando ela estiver seca?

32Levaram também dois criminosos para serem mortos com Jesus.

Pilatos, depois de ter mostrado aquele homem dilacerado á multidão feroz, o entrega para ser crucificado”.

Lemos aqui que colocaram sobre os ombros de Jesus aquela peça de madeira, que seria o grande braço horizontal da cruz.

Aquela peça pesava uns 50 quilos – é o peso de um saco de cimento, é o peso de 4 botijões de gás de cozinha cheios!

O mastro vertical da cruz já está lá, fincado no Calvário, mas a trave, o braço horizontal da cruz, Ele teve de carregar.

E Jesus fez isso, caminhando com os pés descalços, pisando sobre um terreno irregular, cheio de pedregulhos. Os soldados iam na frente, puxando Jesus com cordas. O trajeto era em torno de 600 metros... como daqui até à Rodoviária?

Jesus carregou aquele peso, fatigado, arrastando um pé após o outro, de vez em quando caía sobre os joelhos, e quando isso acontecia, aquela viga de madeira esfolava o pescoço.

Até que, pra ganhar tempo, os soldados escolheram um homem na multidão, chamado Simão Cireneu, porque era da cidade de Cirene... os soldados puseram a viga de madeira nas costas desse homem, para que ele a carregasse por um pouco.

 

A CRUCIFICAÇÃO (Lucas 23.33-49, João 19.18-37)

Vamos agora ao v.33-39: “Quando chegaram ao lugar chamado “A Caveira”, ali crucificaram Jesus e junto com ele os dois criminosos, um à sua direita e o outro à sua esquerda.

34[Então Jesus disse:

– Pai, perdoa esta gente! Eles não sabem o que estão fazendo.]

Em seguida, tirando a sorte com dados, os soldados repartiram entre si as roupas de Jesus. 35O povo ficou ali olhando, e os líderes judeus zombavam de Jesus, dizendo:

– Ele salvou os outros. Que salve a si mesmo, se é, de fato, o Messias que Deus escolheu!

36Os soldados também zombavam de Jesus. Chegavam perto dele e lhe ofereciam vinho comum 37e diziam:

– Se você é o rei dos judeus, salve a você mesmo!

38Na cruz, acima da sua cabeça, estavam escritas as seguintes palavras: “Este é o Rei dos Judeus”.

39Um dos criminosos que estavam crucificados ali insultava Jesus, dizendo:

– Você não é o Messias? Então salve a você mesmo e a nós também!”

 

É no alto do monte Calvário que teve início a crucificação de Jesus, propriamente dita. Os carrascos puxaram as roupas de Jesus... Ele usava uma túnica, mas essa túnica, na altura dos acontecimentos, estava colada nas feridas; pois os soldados puxaram a túnica, produzindo mais dor.

Quem já tirou com força, uma atadura ou um esparadrapo de uma ferida, sabe a dor que é. O tecido daquela túnica havia aderido à carne viva... com o puxão violento que deram, as feridas foram abertas mais ainda. É mais sangue a escorrer.

E Jesus, para ser crucificado, foi deitado no chão, de costas, e nisso, suas feridas tocam a terra, enchendo-se de pó. Depois, Ele é deitado sobre o braço horizontal da cruz. Os soldados, com uma espécie de broca, fazem um furo na madeira para facilitar a penetração dos pregos. Então, apanham um prego (um prego grande, pontudo e quadrado), e apoiando esse prego sobre o pulso de Jesus, deram um golpe certeiro, prendendo Jesus sobre a madeira. Ele deve ter contraído o rosto de pânico... o nervo mediano foi lesado. Jesus deve ter provado uma dor lancinante, agudíssima, que se espalhou pelo corpo.

A dor mais insuportável que uma pessoa pode experimentar, é aquela produzida pela lesão dos grandes troncos nervosos do corpo... isso provoca uma síncope, isto é, uma perda repentina da consciência. Mas no caso de Jesus, não. É que o nervo foi destruído só em parte: a lesão do tronco nervoso ficou em contato com o prego – depois, quando o corpo ficasse suspenso na cruz, esse nervo seria esticado como uma corda de violino como uma corda de violão, e a cada solavanco, a cada movimento, a vibração causaria dores dilacerantes. Aquilo foi um sofrimento que durou horas.

E tendo sido pregado sobre o braço horizontal da cruz, chegou a hora desse braço ser encaixado sobre o mastro vertical. Os soldados levantaram Jesus...

Os ombros dEle esfregavam dolorosamente sobre aquela madeira áspera. Não dava para levantar a cabeça e apoiá-la na madeira, porque os espinhos da coroa penetravam o crânio. Então, Jesus teve que inclinar a cabeça para frente, e quando cansava, cada vez que procurava levantar a cabeça, as pontadas agudas de dor recomeçavam.

Por fim, também pregaram os pés.

 

AS HORAS NA CRUZ 

O texto bíblico ainda registra que Jesus teve sede. Ele não havia bebido desde a tarde do dia anterior... a garganta estava seca, parecia queimar, mas nem engolir Jesus podia. Ele teve sede. Um soldado, pegou uma vara com uma esponja na ponta, encharcou essa esponja com vinagre e com ela, esfregou a boca de Jesus. Tudo aquilo foi uma tortura.

Ondas de dor corriam pelo corpo, contraindo os músculos...

A respiração também se tornava ofegante, se tornava cada vez mais curta. Jesus respirava com a última força dos pulmões. Ele também teve sede de ar... e como um asmático em plena crise, o Seu rosto pálido pouco a pouco foi ficando vermelho, depois roxo... era asfixia.  

Mas o que acontece? Lentamente, com um esforço extra, sobre-humano, Jesus tomou um ponto de apoio sobre o prego dos pés, recobrou a respiração, recuperou a palidez inicial do rosto. E por que este esforço? Ah! Foi porque Jesus queria falar, e Ele falou: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".

E logo em seguida, o corpo começou a se afrouxar de novo e recomeçou a asfixia.

Jesus falou umas sete frases enquanto esteve pendurado vivo na cruz... e cada vez que Ele queria falar, teve de se firmar sobre o prego dos pés. Que tortura!

Isso tudo, sem ainda considerar as moscas que, atraídas pelo sangue, ficavam a zunir ao redor do seu corpo, sem que Ele pudesse enxotá-las.

 

Pouco depois, o céu escurece... o sol se esconde... de repente, a temperatura diminui, a pressão abaixa.

Logo, serão três horas da tarde. Aí, então, todas as dores sentidas por Jesus, e a sede, e as cãibras, e a asfixia (a falta de ar), e o latejar dos nervos, arrancaram de Jesus um lamento; Ele disse: "Deus meu, Deus meu, porque me abandonastes?".

E dito isso, Jesus deu um último suspiro e falou: "Está tudo consumado... "Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito".

 

E assim, Jesus morreu. Não foi um coelho. Foi Jesus, um homem inocente, que morreu em meu lugar e morreu no seu lugar.

 

Pr Walter Pacheco da Silveira, 2008